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quarta-feira, 11 de agosto de 2010 Advocacia, Dia do Advogado | 06:17

Estudantes de Direito comemoram hoje o “Dia da Pendura”

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Os cursos jurídicos no Brasil foram fundados em 11 de agosto de 1827 por ato do imperador Dom Pedro I. Depois, os acadêmicos de Direito criaram o “Dia da Pendura” para comemorar o feito. Reza a lenda que a data e o tema surgiram de uma idéia de proprietários de restaurantes que, com o objetivo de atrair os clientes a comemorar a profissão, ofereciam alimentação e bebidas gratuitas.

Os anos passaram e a comemoração tomou proporções e razões que vão além do simples festejo. É comum os registros de boletins de ocorrências entre os dias 11 de 12 de agosto motivados por donos estabelecimentos comerciais que discordam da tradição e, sobretudo, com situações envolvendo estudantes que promovem verdadeiras algazarras. Muitas vezes, bêbados.

Por isso, apesar da tradição, o “Dia da Pendura” está se desviando das suas origens. É o que acredita —e lamenta— Karina Klabinska Yunan Kyriakos Saad, sócia do Trench Rossi e Watanabe Advogados. “Infelizmente, receio que a tradição ingênua do passado se perdeu no tempo. Vemos atualmente muito abuso por parte dos estudantes na forma de agir, desvirtuando o objetivo original da tradição”, analisa.

Para evitar dissabores, advogados dão dicas sobre como comemorar a data. “Aos acadêmicos que vislumbrem a aplicação do ‘pendura’, é interessante falar com o proprietário do estabelecimento sobre a aceitação ou não desta pratica, a fim de se evitar maiores aborrecimentos”, aconselha Lucas Batistuzo Gurgel Martins, do Mesquita Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados.

Além disso, se o estabelecimento comercial aceitar o “pendura”, os 10% do garçom não podem ser esquecidos. “É uma tradição inofensiva quando realizada entre amigos. Aí incluo o próprio dono do estabelecimento que muitas vezes conhece seus clientes boêmios e autoriza a pendura como forma de gratidão e lealdade”, afirma Marcos José de Salignac Esperança, do Carvalho de Castro Advogados, que completa: “Só não vale esquecer a porcentagem do garçom”.

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