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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 Judiciário, Leilões | 20:42

Justiça prorroga prazo para ofertas pela fazenda de Canhedo

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A Justiça decidiu prorrogar, mais uma vez, o prazo para a oferta pública da fazenda Piratininga, de propriedade do empresário Wagner Canhedo, dono da falida Vasp. Agora os interessados podem fazer suas propostas até as 17h da próxima quarta-feira (15/12).

A extensão do prazo foi decidida nesta sexta-feira (10/12) pela juíza Elisa Maria Secco Andreoni, do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), depois de reunião entre representantes do Sindicato dos Aeroviários e do Sindicato dos Aeronautas.

Pagamento à vista
Na tarde desta sexta, representantes do grupo JBS Friboi e da Fazenda Santa Bárbara – pertencente a Daniel Dantas – , e da Voe Canhedo – que detém 60% das ações da empresa aérea Vasp – estiveram presentes ao tribunal, mas não fizeram novas ofertas.

Uma única proposta foi encaminhada à justiça do Trabalho, como conta o advogado do Sindicato dos Aeroviários, Francisco Martins.

“A Friboi e a empresa do [Daniel] Dantas não fizeram novas propostas além das feitas ontem, mas estiveram no encontro com a juíza. Uma terceira proposta, no valor de R$ 231 milhões, foi apresentada, mas não foi adiante”.

A oferta partiu de uma empresa agropecuária de Minas Gerais – que não teve o nome divulgado – mas o grupo mineiro se propôs a pagar o valor de uma só vez no dia 27 de dezembro. No entanto, como ficou abaixo dos R$ 300 milhões estimados pelo TRT, a juíza e as partes atenderam aos apelos para prorrogar o prazo.

A próxima reunião será realizada às 14h da próxima quarta na Escola da Magistratura da 2ª Região (Fórum Trabalhista Ruy Barbosa – 10º andar).

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Leilões, Recuperação e falência | 12:43

Canhedo mantém luta por bens na Justiça

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Wagner Canhedo é dono da fazenda Piratininga desde a década de 60 (Foto: arquivo)

Um dia antes do leilão da Fazenda Piratininga, de propriedade de Wagner Canhedo, dono da falida Vasp, ser realizado (em 24 de novembro), a defesa do empresário buscava no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma nova tacada para não perder a propriedade. Mais uma vez, teve seu pedido negado. Mas os recursos não devem parar por aí.

Segundo uma fonte próxima ao empresário, as tentativas para manter a fazenda em nome da Agropecuária Vale do Araguaia devem continuar, mesmo com a possível venda do bem, que deve acontecer hoje (10/12) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).

Na decisão, o ministro Raul Araujo disse que a defesa do empresário já sabia do leilão e só recorreu um dia antes do pregão.

“Ingressa com a presente medida um dia antes do leilão, trazendo questões que já foram discutidas exaustivamente não somente neste egrégio Superior Tribunal de Justiça, como em todas as instâncias da Justiça do Trabalho e até no excelso Supremo Tribunal Federal”, assinalou o magistrado.

Apesar de a decisão ter sido proferida há duas semanas, a 14ª Vara do Trabalho de São Paulo e a Vara de Falência e Recuperações do mesmo Estado receberam o ofício do veredicto nesta quinta (9/12), cerca de três horas antes da oferta pública para a compra da fazenda.

Venda
A fazenda, avaliada em R$ 615,3 milhões, foi a leilão por R$ 430 milhões. Comprada pelo Grupo Conagro, o diretor da empresa, Francisco Vivoni, suspendeu os cheques. Com isso, a juíza Elisa Secco, do TRT paulista, optou pela oferta pública do bem, que foi realizado no tribunal paulista na tarde desta quinta (9/12).

Sem lances que ultrapassassem os R$ 215 milhões, ela adiou a venda do bem por mais 24 horas, a espera de valores maiores. Até então, um representante do grupo JBS Friboi e da Fazenda Santa Bárbara, do empresário Daniel Dantas, são os mais interessados na fazenda.

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Leilões, Recuperação e falência | 09:01

Grupo Bertin também se interessou pela fazenda de Canhedo

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Durante a oferta pública realizada nesta quinta-feira (9/12) para a compra da Fazenda Piratininga, de Wagner Canhedo, ex-dono da falida Vasp, duas empresas se manifestaram na tentativa de ficar com o imóvel rural: a Fazenda Santa Bárbara, do empresário Daniel Dantas, e a JBS Friboi, representado pela J & F Participações. Além delas e do advogado de Canhedo, Carlos Campanhã –que fez uma proposta representando a Voe Canhedo, mas que foi recusada–, a sala no TRT paulista tinha outra empresa no páreo, o Grupo Bertin.

“Talvez eles tenham ficado em silêncio justamente porque a JBS deu um lance”, disse um dos presentes, que preferiu não se identificar. Isso porque o Grupo Bertin foi comprado pelo JBS no ano passado. “Certamente a disputa ficará entre a empresa de Daniel Dantas e a JBS, que são as maiores do mercado, mas podem haver surpresas ainda hoje”, completou.

As propostas para aquisição da Fazenda Piratininga devem ser enviadas ao Juízo Auxiliar em Execução – Fórum Trabalhista Ruy Barbosa até às 17h desta sexta-feira, dia 10.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 Judiciário, Leilões | 17:50

Juíza rejeita propostas para a compra da fazenda de Canhedo

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Além das pontes, a fazenda conta com três viadutos para ajudar no manejo dos animais (Foto: Randes Nunes/Foto Arena)

A terceira tentativa do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) de vender a fazenda Piratininga, de propriedade do empresário Wagner Canhedo (dono da Vasp) acabou frustrada na tarde desta quinta-feira (9/12). A razão é que as propostas apresentadas na oferta pública conduzida pela juíza Elisa Secco ficaram muito abaixo do estimado pelo tribunal, que esperava arrecadar no mínimo R$ 300 milhões.

Diante disso, a juíza interrompeu a oferta pública às 17h e comunicou que aguardará até o mesmo horário desta sexta-feira (10/12) para receber mais propostas, cujo valor inicial terá de ser de R$ 300 milhões. Se as propostas chegarem ao TRT-2, a juíza voltará a se reunir com o representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Sindicato dos Aeroviários para avaliá-las.

Ofertas

A primeira empresa a fazer uma proposta foi a Voe Canhedo S/A, dona de 60% das ações da Vasp que, sem divulgar valor fechado, propôs deságio entre 70% e 90% (para dívidas acima de R$ 300 mil) sobre o valor principal sem juros na data da ação e com juros de 6% ao ano. Quem fez a proposta em nome da Voe Canhedo foi o advogado Carlos Campanhã.

“Uma ação movida por alguém que deveria receber R$ 100 mil, cairia para R$ 34 mil”, compara Carlos Augusto Duque-Estrada Jr, advogado presente ao TRT-2.

Diante da proposta da Voe Canhedo, o advogado Francisco Martins, um dos representantes do Sindicato dos Aeroviários, retrucou. “Só aceitamos proposta do Canhedo se for à vista e em dinheiro”.

No momento seguinte, nova oferta foi feita pela J & F Participações, que pertence ao Grupo JBS Friboi. A empresa ofereceu R$ 150 milhões pelo imóvel e chegou a aumentá-la para R$ 200 milhões. Ambas foram recusadas.

Na sequência, os empresários Moisés Carvalho e Antônio Lucena Barros, representantes da Agropecuária Santa Bárbara – do empresário Daniel Dantas – ofereceram R$ 215 milhões e condicionantes para fechar o negócio, dentre elas contabilizar as cabeças de gado da propriedade. Os valores seriam distribuídos em um sinal de R$ 32 milhões e R$ 182 milhões em 12 parcelas anuais.

A juíza do TRT-2, Elisa Secco, reagiu dizendo que a diferença de menos de R$ 100 milhões entre a maior oferta e a meta de R$ 300 milhões não era motivo para lamentações dos empresários e advogados presentes ao TRT-2.

“Eu vou ter que trabalhar três encarnações e 24 horas por dia pra tentar imaginar isso [R$ 100 milhões]”, registrou.

Depois disso, às 16h50min, Elisa Secco anunciou a decisão de prorrogar o prazo para acolher ofertas.

Tentativas anteriores

Foi a terceira tentativa de venda da propriedade. Em abril passado, a fazenda foi leiloada pela primeira vez, mas não houve proposta. No final do novembro, nova tentativa e o empresário Francisco Vivoni, do Grupo Conagro, adquiriu a propriedade pelo preço mínimo de R$ 430 milhões. No entanto, ele sustou os cheques dados em pagamento e a justiça do Trabalho, a partir do incidente, determinou que o imóvel fosse oferecido via oferta pública.

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Leilões | 04:05

Novo dono da fazenda de Canhedo deve ser conhecido hoje

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Até às 15h desta quinta-feira (9/12), interessados em adquirir a Fazenda Piratininga, de propriedade do ex-dono da Vasp, Wagner Canhedo, podem fazer suas propostas. Depois do problema envolvendo o empresário Francisco Vivoni, diretor do Grupo Conagro –que comprou a fazenda em leilão no mês passado por R$ 430 milhões e, dois dias depois, sustou o cheque–, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região optou pela oferta pública.

Por essa modalidade, leva o imóvel aquele que apresentar a maior oferta, fato que vem aguçando possíveis compradores. Corre nos bastidores do tribunal que já existem interessados desde que foi alterada a forma da venda.

De acordo com o TRT, a venda da fazenda proporcionará o pagamento de nove mil ex-trabalhadores da empresa Vasp. As propostas para aquisição da Fazenda Piratininga devem ser enviadas ao Juízo Auxiliar em Execução – Fórum Trabalhista Ruy Barbosa (avenida Marquês de São Vicente, 235, 1º Andar, São Paulo).

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sábado, 4 de dezembro de 2010 Leilões | 08:00

Oferta pública já atrai compradores para Piratininga

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O gado nelore é o que predomina nas pastagens da Piratininga (Foto: Randes Nunes/Foto Arena)

A troca do leilão por oferta pública na venda da fazenda Piratininga parece já atrair compradores. Por essa modalidade, leva o imóvel aquele que apresentar a maior oferta, fato que vem aguçando possíveis compradores.

“A fazenda será vendida no dia 9. Já existem muitos interessados”, garante um dos envolvidos no processo.

A alteração na forma de venda da fazenda se deu após a invalidação da aquisição do imóvel para o Grupo Conagro, que sustou o cheque dois dias depois de arrematar a fazenda de Wagner Canhedo em leilão realizado no último dia 24.

Agora, o Juízo Auxiliar de Conciliação em Execução realizará em 9 de dezembro, às 15h, uma audiência pública de escolha de propostas ofertadas para aquisição da fazenda.

Os interessados devem entregar a proposta em um envelope lacrado. Todas serão analisadas. A mudança, segundo o TRT, visa evitar fraudes e garantir os direitos dos envolvidos.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 Leilões | 16:19

Caso Vasp: Empresário tenta se explicar com advogado dos aeroviários

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O empresário Francisco Vivoni, no dia do leilão (24/11), assinando um dos cheques que sustou dois dias depois (Foto: TRT-SP)

Ao mesmo tempo em que concedeu entrevista a Leis e Negócios questionando a postura da juíza Elisa Secco Andreoni, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), de São Paulo, o diretor-presidente do Grupo Conagro, Francisco Gerval Garcia Vivoni, fez contato nesta quinta-feira (2/12) com o advogado Francisco Gonçalves Martins, que representa o Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo.

À coluna, Martins disse que se esquivou de ouvir maiores explicações do empresário.

“Ele me mandou e-mail e ligou na sequência, contando a mesma coisa que saiu da reportagem. Eu só respondi que ele não deve se explicar comigo nem com o sindicato, mas com a Justiça”, afirmou.

No correr da conversa, Martins disse ter questionado o gesto do empresário, que sustou os cheques emitidos para pagar R$ 430 milhões, valor mínimo da fazenda Piratininga, de propriedade de Wagner Canhedo, dono da Vasp.

“Disse que se ele fosse honesto não teria sustado o cheque por roubo, mas por aspectos comerciais”, completou.

Magistrada
O advogado do sindicato que representa a Vasp também fez questão de defender a juíza Elisa Secco Andreoni das afirmações de Vivoni, que alega descumprimento de “acordo” feito entre os dois antes do leilão ter início no último dia 24.

“Ele atacou a juíza que é a mais honesta do poder judiciário como um todo. Ela agiu sempre com imparcialidade em todos os casos. Foi correta. E olha que eu mesmo já tive indeferido pedidos feitos a ela em outros casos”, encerrou Francisco Martins.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 Leilões | 16:48

“Juíza descumpriu acordo”, acusa presidente da Conagro

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O empresário Francisco Vivoni, ao centro, acusa a juíza Eloísa Secco (à esquerda) de descumprir acordo. À direita, o leiloeiro Antonio Carlos Seoanes (Foto: TRT-SP)

O diretor-presidente do Grupo Conagro, Francisco Gerval Garcia Vivoni, atribuiu o fracasso da compra da fazenda Piratininga, de propriedade do dono da Vasp, Wagner Canhedo, à juíza Elisa Secco Andreoni, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), de São Paulo.

Ele disse que a magistrada sabia que a empresa não daria nenhum sinal no dia do leilão, em 24 de novembro, –e que, portanto, o cheque emitido na ocasião não deveria ser depositado imediatamente– porque a Conagro deverá receber “uma remessa de dinheiro” apenas em 18 de dezembro. Com isso, o pagamento da fazenda, no valor de R$ 430 mil, seria à vista.

“O nosso pagamento integral seria feito em 18 de dezembro. Não tínhamos como fazer uma antecipação e a juíza nos autorizou a participar do leilão nessas condições. Só que depois disso ela disse que o Ministério Público ficou em cima dela e que não poderia fugir porque o leilão correria o risco de ser embargado, pela lei e pelos advogados do Wagner Canhedo”, afirmou Vivoni.

De acordo com informações fornecidas pelo Banco Central –em virtude da quebra de sigilo bancário do Grupo Conagro e de seus representantes, solicitada pela juíza Elisa Secco–, até último dia 30, a empresa contabilizava R$ 535,25. Vivoni não tinha movimentação na conta pessoal e a mulher dele, Andrea Cristina Nalim Garcia, somava R$ 880,19.

Segundo ele, a participação da Conagro no leilão aconteceu em virtude das condições de pagamento trazidas pela empresa antes do pregão.

“Eles sabiam disso. Aí, quando arrematamos, a juíza disse: ‘Se vira, dá um cheque que eu não deposito hoje’. Eles nunca vão assumir isso que eu digo, mas é a verdade. A juíza tinha incentivado isso, não num primeiro momento, mas no gabinete dela. Só que em público ela não assume isso de jeito nenhum”, acusou o executivo.

Procurada, a assessoria de imprensa do TRT-SP nega veementemente as acusações de Francisco Vivoni e ressalta que a juíza Elisa Secco “não faz acordos de bastidores e que toda a negociação foi e sempre será transparente”.

Afirma ainda que o empresário teve atendidos todos os pedidos dele para a compra da fazenda, que era dar um cheque de 15% do valor da fazenda no dia do leilão e os outros 15% em uma nova data, depois de um mês (e não os cinco dias como estava no edital). Além disso, “tudo foi feito diante dos leiloeiros e de todos que estavam presentes no pregão”. “Tudo constou no termo de acordo e foi público”, disse a assessoria.

Tumulto
Sobre as afirmações de que a Conagro tumultuou o negócio envolvendo a fazenda de Canhedo, Vivoni disse que esse nunca foi o interesse dele.

“A gente não atrapalhou o leilão, não tumultuamos nada. Nenhum lance foi dado no leilão. O nosso foi às 5h15. Ficamos ali esperando que alguém desse um lance. Se fizessem isso, não daríamos o nosso porque o pagamento não teria entrada. Nosso pagamento é único”, afirmou Vivoni, que ressaltou os futuros investimentos da empresa que ele dirige.

“Estamos investindo no Brasil. Está chegando uma remessa de dinheiro de fora para nós e chega aqui somente em dezembro. Não temos dinheiro aqui”, completou o empresário, sem citar a quantia nem de onde vem o dinheiro.

Como o dinheiro citado pelo empresário só “chega em 18 de dezembro”, a Conagro não vai oferecer proposta pela fazenda, já que o prazo da oferta pública é até 9 de dezembro. Na verdade, ele também está proibido de participar da disputa pela fazenda.

“Agora temos que correr atrás e pagar as custas dessa nossa omissão, dessa nossa crença nos outros. Ficamos como os bandidos e temos que arcar e correr atrás. O valor que temos que pagar é grande. Mas estamos aí. Ficamos expostos na mídia, ridicularizados. A verdade é essa”, desabafou Vivoni.

Sobre a Conagro, ele disse pouco. Afirmou mais uma vez, ser uma empresa nova, com investimento de fora do País e explicou o interesse pela fazenda de Canhedo. “O grupo está surgindo. Não estamos interessados no gado da fazenda, mas na quantidade de terras de área continuas, juntas, anexadas, desmatadas”, revelou o empresário.

No cartão da empresa, a Conagro consta como endereço a Avenida Faria Lima, em São Paulo. No telefone fixo, ninguém atende. No site da Conagro, a empresa se vende como experiente em todas as áreas do agronegócio. Mas as fotos, no entanto, não mostram instalações, apenas animais.

Notícia atualizada às 18h do dia 3 de dezembro de 2010

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 Leilões | 05:00

Empresa que comprou fazenda de Canhedo tem R$ 535 em conta

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O empresário Franscisco Vivoni, de terno escuro, é o proprietário do Grupo Conagro (foto: TRT-SP)

O Grupo Conagro, que arrematou na semana passada a fazenda Piratininga, do dono da Vasp, Wagner Canhedo, tem menos de R$ 600 na conta da empresa. Até ontem, dia 30 de novembro, a empresa contabilizava R$ 535,25.

O valor foi revelado pelo Banco Central em função da penhora online requerida pela juíza auxiliar de execução do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, Elisa Maria Secco. Além da conta da empresa, a magistrada pediu os dados das contas do diretor do grupo Conagro, Francisco Gerval Garcia Vivoni e da mulher dele, Andrea Cristina Nalim Garcia. Ela somava R$ 880,19 enquanto Vivoni não tinha movimentação.

“Recebi essa informação com indignação. Ou seja, juntas, as contas chegam a um valor de R$ 1,4 mil. Como é que ele ia pagar o primeiro cheque, de R$ 64,5 milhões? Foi uma fraude mesmo, disso não se tem dúvida”, afirma Francisco Gonçalves Martins, advogado que atua em favor do Sindicato dos Aeroviários.

A fazenda havia sido leiloada no último dia 22 pelo preço mínimo de R$ 430 milhões. A empresa Conagro emitiu um cheque no valor de R$ 64,5 milhões – 15% do preço mínimo. Mas o cheque foi sustado dois dias depois.

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terça-feira, 30 de novembro de 2010 Leilões | 17:07

Caso Vasp: Justiça troca leilão de fazenda por oferta pública

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Curral da Fazenda Piratininga, de Wagner Canhedo (Foto: Randes Nunes/Foto Arena)

Depois de invalidar a aquisição da fazenda Piratininga para o Grupo Conagro, a Justiça paulista resolveu trocar a forma de venda do imóvel. O leilão foi substituído pela oferta pública.

O Juízo Auxiliar de Conciliação em Execução realizará em 9 de dezembro, às 15h, uma audiência pública de escolha de propostas ofertadas para aquisição da fazenda.

Segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, a designação da audiência foi fruto de uma reunião realizada nesta segunda-feira (29/11), entre representantes do Ministério Público do Trabalho, do Sindicato dos Aeroviários e Sindicato dos Aeronautas, juntamente com a juíza Elisa Maria Secco Andreoni, diante da manifestação de interessados na aquisição da Fazenda Piratininga, após a invalidação do leilão (ocasionada pela sustação do cheque dado em sinal pelo Grupo Conagro).

Portanto, quem quiser dar um lance pela fazenda, basta entregar a proposta em um envelope lacrado. Todas serão analisadas. A maior leva o imóvel. A mudança, segundo o TRT, visa evitar fraudes e garantir os direitos dos envolvidos.

As propostas para aquisição da Fazenda Piratininga devem ser enviadas ao Juízo Auxiliar em Execução – Fórum Trabalhista Ruy Barbosa (Avenida Marquês de São Vicente, 235, 1º Andar – Bloco B – São Paulo).

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