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quarta-feira, 18 de abril de 2018 Recuperação e falência | 14:12

Grupo Stemac, fabricante nacional de geradores, entra com pedido de recuperação judicial

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O Felsberg Advogados protocolou nesta terça-feira (17) o pedido de recuperação judicial do Grupo Stemac, maior fabricante nacional de grupos geradores, e um importante player no mercado internacional, com sede e fábrica em Itumbiara (GO). Com quase 70 anos de vida, a empresa está hoje entre as 10 maiores fabricantes de grupos de geradores do mundo e acumula uma dívida calculada em R$ 700 milhões.

Em função da complexidade do caso, o escritório constituiu uma equipe multidisciplinar para atuar no caso, liderada pelos sócios de capital Fabiana Solano e João Carlos Mendonça, e os advogados sêniores Renato Brandão e Thiago Costa. “Essa tem sido uma prática prioritária para com a estruturação de operações complexas no âmbito de reorganizações de empresas e de processos judiciais de insolvência, envolvendo questões contratuais, societárias, tributárias, trabalhistas, regulatórias, concorrenciais e ambientais”, explica Mendonça.

Desde fevereiro de 2017 a Stemac vem trabalhando em um processo de venda ou associação estratégica. A recuperação judicial pretende viabilizar a manutenção das atividades da empresa até a conclusão das negociações de M&A, pois já existem empresas e potenciais investidores interessados na sua aquisição total ou parcial. Segundo João Carlos Mendonça, o processo de recuperação judicial dá ainda mais segurança jurídica para a completa execução das negociações.

Após o deferimento do pedido de recuperação pelo Judiciário, a Stemac terá 180 meses para aprovar, junto aos seus credores e judiciário, o plano de reestruturação dos seus débitos. As dívidas contraídas até a data do deferimento serão congeladas e renegociadas. Todas as que forem feitas a partir do deferimento serão integralmente cumpridas. Pagamentos de salários e benefícios de colaboradores não serão afetados pelo processo de recuperação judicial.

De acordo com a empresa, a iniciativa foi o melhor caminho encontrado para renegociar suas dívidas com credores e fornecedores, diante da profunda recessão na econômica brasileira dos últimos três anos.

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