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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017 Precatórios | 20:40

Câmara aprova PEC dos precatórios e pagamentos devem ocorrer em 2024

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno, por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 262/16, do Senado, que aumenta de 2020 para 2024 o prazo final para estados, Distrito Federal e municípios quitarem seus precatórios dentro de um regime especial com aportes limitados e dinheiro de depósitos judiciais. Devido às mudanças, a matéria retorna ao Senado. Foram, portanto, 391 votos a favor.

O advogado Marco Antonio Innocenti, do Innocenti Advogados e presidente da Comissão Especial de Precatórios do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), diz que a nova redação dada à proposta – originária do Senado e de autoria de José Serra (PSDB-SP) – adequa e permite a efetividade da Emenda Constitucional 94, aprovada em dezembro de 2016.

Os precatórios consistem em dívidas contraídas pelos governos em todas as esferas quando são condenados pela Justiça a fazer um pagamento após o trânsito em julgado.O regime especial já existe e foi disciplinado pela Emenda Constitucional (EC) 94, de 2016, incluindo precatórios pendentes até 25 de março de 2015 e aqueles a vencer até 31 de dezembro de 2020.

De acordo com o substitutivo aprovado, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), esses precatórios passarão a ser atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), seguindo decisão recente (20/09/17) do Supremo Tribunal Federal (STF).

Innocenti sublinha que o substitutivo libera o levantamento dos recursos dos depósitos judiciais de natureza alimentar, o que antes era vetado pela EC94. Segundo ele, a maioria dos valores estão sob custódia do Banco do Brasil e, caso liberados, serão fundamentais para que os entes federativos possam honrar os compromissos de pagamentos.

“O texto cria condições e mecanismos de financiamento desse estoque de precatório sem comprometer serviços básicos e investimentos de estados e municípios e viabiliza a retomada da economia”, afirma o advogado.

Com informações da Agência Câmara

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