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quinta-feira, 1 de junho de 2017 STF | 15:13

Gilmar Mendes diz que pesquisa da FGV teve “picaretagem”

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Na sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (1/6), durante o julgamento que tratava de questão de ordem suscitada em ação penal proposta contra Marcos da Rocha Mendes, pela prática do crime de captação ilícita de sufrágio – corrupção eleitoral, o ministro Gilmar Mendes criticou manchete do jornal “O Globo” de 16 de fevereiro deste ano “Levantamento mostra que 68% de ações penais de quem tem foro privilegiado prescrevem” e chamou de que os autores da pesquisa, a Fundação Getúlio Vargas, não sabem diferenciar termos jurídicos. E ainda questionou o suposto interesse da FGV e dos veículos de comunicação em “desmoralizar o Supremo”.

“Misturaram alhos com bugalhos. (…)Vejam que picaretagem o Supremo está submetido, e não pediram desculpas. Sujeitos que mentem sem nenhuma ética (…).Essa pobre figura que fez essa pesquisa não sabe que inquérito é inquérito e processo é processo. (…) Vejam que picaretagem o Supremo está submetido, e não pediram desculpas. Sujeitos que mentem sem nenhuma ética”, disse, praticamente sem pausa, Gilmar Mendes.

O ministro ainda disse que o autor da pesquisa tem “concepção autoritária e nazista porque acha que tribunal bom é o que condena”, e completou a fala com a seguinte pergunta: “Por qual motivo desmoralizar o supremo, com qual intuito?”

O julgamento, que até o fechamento desta matéria (às 15h13), ainda estava em pauta, sem decisão.

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