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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017 Previdência | 11:09

“Até 2023 governo vai tirar R$ 1 trilhão dos aposentados”, diz deputado paulista

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O governo federal deve anunciar nesta quinta-feira (26/1) que o déficit do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ficou em R$ 149,7 bilhões em 2016. O governo projetava um déficit de R$ 151,9 bilhões, de acordo com o último relatório de avaliação de receitas e despesas, referente ao 5º bimestre do ano passado. Com base nessa pauta, a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) está, na manhã desta quinta, com um debate sobre o tema transmitido também ao vivo nas redes sociais.

O primeiro a falar na audiência pública foi o deputado Federal Arnaldo de Faria de Sá, do PTB paulista. Ele criticou os números do governo e cravou que até 2023 o governo vai “tirar R$ 1 trilhão” dos trabalhadores.
“O governo tirou da seguridade social R$ 120 bilhões . Até 2023 vai tirar R$ 1 trilhão de reais. A bruxa da previdência vem de problemas passados, do governo Fernando Henrique Cardoso e passou pelo governo do Lula e da Dilma, e continua”, disse, sendo aplaudido pelos presentes.

Ele afirmou, ainda, que a dívida previdenciária em execução é de R$ 374 bilhões de dividas em execução da previdência, além de R$ 127 bilhões em cobrança administrativa. “Somando dá mais de meio trilhão de reais ser cobrado dos corrupto que retiraram dos trabalhadores”.

O deputado, conhecido por defender os aposentados, afirmou que a reforma da previdência é financeira, e que acha que “sera a solução dos problemas, mas não será”. “Falta coerência”, esbravejou: “Essa reforma não atende o trabalhador, mas a economia. Todos os presidentes do país quiseram trocar benefícios, de todos os partidos”.

Do evento
“A audiência pública foi um evento ímpar, porque conseguimos trazer representantes do governo, deputados e especialistas. Desta forma, um diálogo construtivo foi travado com qualidade técnica irreparável”, afirmou o presidente da comissão de Regime Próprio da Previdência da OAB-SP Theodoro Vicente Agostinho.

“A OAB-SP, mais uma vez, cumpre a sua missão de dialogar e demonstrar à sociedade todas as questões atinentes a este delicado assunto”, encerrou Agostinho.

Atualizado às 14h do dia 26 de janeiro de 2017

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