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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Precatórios | 17:21

Alckmin assina decreto que suspende leilões para quitar precatórios

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O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou decreto –que será publicado nesta quarta-feira (15/8) no Diário Oficial– suspendendo o regime de leilões para o pagamento de precatórios. Os recursos destinados para os leilões, que estavam contingenciados no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), serão destinados aos pagamentos de precatórios por ordem crescente de valor, ou seja, das dívidas de maior para menor valor. Com essa medida, Alckmin concordou em acelerar a lista de credores de precatórios.

A decisão foi tomada em reunião realizada nesta terça-feira (14/8), às 9 horas, no Palácio dos Bandeirantes, entre o governador com representantes Comissão de Dívida Pública da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), com o presidente em exercício da OAB-SP, Marcos da Costa, com o Procurador-Geral do Estado, Elival da Silva Ramos, e representantes do Movimento dos Advogados em defesa dos Credores do Poder Público (Madeca)

O vice-presidente da Comissão de Dívida Pública da OAB/SP e secretário da Comissão de Relações Institucionais do Conselho Federal da OAB, Marco Antonio Innocenti, que participou do encontro, avalia que a suspensão dos leilões foi uma grande conquista para os credores. “É uma reivindicação da Comissão de Dívida Publica da OAB-SP e o governador reconheceu as dificuldades técnicas que a Procuradoria do Estado tem para listar todos os credores para o leilão”, disse Innocenti, que completou “Ele [Alckmin] também ficou de estudar a suspensão do leilão para o restante da dívida deste ano”.

A OAB-SP fez mais duas propostas: compensar o crédito de precatórios com débitos da dívida ativa – o que resultaria na redução do estaque de precatórios – e refinanciamento dos precatórios estaduais com a União por longo prazo (30 anos), uma vez que o mercado tem interesse em papéis do governo federal ou papéis estaduais garantidos pela União. Alckmin afirmou que está renegociando a dívida estadual com a União, pois enquanto do Banco Mundial cobra por financiamento juros de 1% a.a., o BID, 1,25%%, o BNDES chega a 6% a.a. Nesta renegociação, poderiam ser incluídos os precatórios, o que tem sido objeto de estudos e sugestões da OAB.

Com informações da OAB

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