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terça-feira, 24 de julho de 2012 Judiciário | 17:24

Obra de avenida da gestão Maluf e Pitta é alvo de nova ação

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Vista parcial da avenida Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) (Foto: AE)

A Justiça Federal de São Paulo recebeu a acusação do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) e abriu processo contra onze acusados de desviar recursos públicos na construção da avenida Água Espraiada durante a gestão do ex-prefeito Paulo Maluf (1993/1996) e do ex-prefeito Celso Pitta (1997/2000).

Em abril, o MPF denunciou os empresários Jesus Murillo Valle Mendes, Jefferson Eustáquio, Angelo Marcos de Lima Cota, Sidney Silveira Lobo da Silva Lima, Joel Guedes Fernandes e Rosana de Faria Oliveira do grupo Mendes Júnior. Da empreiteira OAS foram denunciados os empresários Carlos Manoel Politano Laranjeira e José Adelmário Pinheiro Filho.

Também foram denunciados os funcionários da cúpula da antiga Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Fernando Kurkdjibachian e Célio Bernardes. Todos responderão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

A atual ação é um desmembramento da ação penal que corre atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), onde Paulo Salim Maluf e outros respondem pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa, evasão de divisas e crime contra a administração pública, pelos ilícitos investigados de desvio de recursos públicos na construção da avenida Água Espraiada.

A investigação é fruto do compartilhamento de provas do inquérito civil público, que deu origem à ação de improbidade administrativa que atualmente tramita na Justiça Estadual. Foram obtidas provas de que agentes públicos, políticos e representantes das empresas que participaram da construção da avenida Água Espraiada se associaram para cometer crimes contra administração pública.

Segundo a denúncia apresentada pelo MPF, um esquema de desvio de recursos publicos foi montado na Prefeitura de São Paulo na gestão do prefeito Paulo Maluf, durante as obras de canalização do córrego da Água Espraiada e construção da avenida de mesmo nome. A obra, concluída apenas em 2000, na gestão de Celso Pitta, custou R$ 796 milhões.

As informações são da Procuradoria da República no Estado de São Paulo
Matéria atualizada às 18h15 do dia 24 de julho de 2012

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