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terça-feira, 31 de janeiro de 2012 Ministério Público | 14:35

Belo Horizonte soma prejuízo de R$ 200 milhões com crime de colarinho branco

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No ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte denunciou mais de 800 pessoas enquadradas em vários delitos, que causaram prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 200 milhões. Entre as práticas estão estelionato contra órgãos públicos federais (com 15% das denúncias), crimes financeiros e tributários (13%), descaminho e contrabando (12,3%), crimes contra a Previdência (11%), uso de documento falso (10,4%) e crimes ambientais (6,8%).

Mas os chamados “crimes de colarinho branco” tiveram um destaque maior em 2011: somando-se todas as denúncias, foram encontradas irregularidades na movimentação de mais de R$ 200 milhões.

“A maior parte desse dinheiro foi enviada para fora do país por meio de operações financeiras não declaradas à autoridade competente, configurando o crime de evasão de divisas”, afirma o procurador da República que coordena o Núcleo Criminal da PRMG, Patrick Salgado.

Bancos
Em 2011, também foi aberto processo criminal contra os 21 gerentes do Banco Bandeirantes, que, no período de 1994 e 1996, teriam efetuado débitos indevidos nas contas de clientes para cumprir metas tarifárias. Os descontos, feitos a título de “juros” e “diversos”, chegaram a mais de 114 milhões de reais em todo o país. Duas agências de Belo Horizonte – Praça Sete e Cidade Nova – figuraram como responsáveis pelas maiores arrecadações irregulares de tarifas.

“Tivemos também inúmeras denúncias contra diretores e gerentes de bancos, além de administradores de cooperativas e consórcios, pelos crimes de gestão fraudulenta e/ou temerária, cujos atos causam, além de prejuízos aos clientes dessas instituições e aos cofres públicos, danos à própria credibilidade do Sistema Financeiro”.

Com informações do Ministério Público Federal em Minas Gerais

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