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quinta-feira, 12 de agosto de 2010 Advocacia, OAB, operação tormenta | 12:46

Diretor de faculdade criou cursinho para fraudar prova da OAB, diz MPF

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O Ministério Público Federal (MPF) em Santos, no litoral paulista, ofereceu nesta quinta-feira (12) a primeira denúncia decorrente da Operação Tormenta, da Polícia Federal, deflagrada em 16 de junho deste ano para investigar fraudes em concursos públicos, como o último Exame de Ordem da OAB, realizado em 28 de fevereiro. Dentre os 37 acusados, figura o nome do diretor do curso de Direito da faculdade Unisanta. Ele teria criado um cursinho para favorecer os alunos da instituição com as respostas do exame já em mãos.

O MPF já sabe que um policial Rodoviário Federal furtou caderno de questões e uma quadrilha corrigiu as questões, vendendo as “colas” por até R$ 20 mil. Segundo informações do MPF, o nome do diretor da faculdade de Direito da UniSanta, Norberto Moreira da Silva, aparece na denúncia porque ele teria pago R$ 9 mil ao advogado Antonio Di Luca, de 71 anos, e a psicopedagoga Mirtes Ferreira dos Santos, de 57, para que arranjassem professores para a montagem de um cursinho de três dias em que seriam abordados os temas que cairiam na 2ª fase do Exame da Ordem.

Di Lucas e Mirtes, aliás, são considerados mentores da fraude com base na Baixada Santista. Ainda segundo informações divulgadas pelo MPF, o casal era aliado de uma outra dupla, que vendia “colas” impressas de maneira independente por R$ 20 mil cada: o jornalista Antônio Carlos Vilela e o motorista Renato Albino.

O cursinho contou com cerca de dez alunos e não foi divulgado pela universidade. A PF investigou tudo passo a passo e relatou que somente no sábado, véspera da prova, foram discutidas as questões da prova, uma a uma, com nomes de artistas substituindo os que realmente apareceram no concurso.

O objetivo da direção da faculdade de Direito, afirma o MPF na denúncia, era melhorar o desempenho do curso no Exame da Ordem, o que traria mais prestígio à faculdade.

Leis e Negócios procurou a assessoria de imprensa da Unisanta, que enviou uma nota: “A Universidade nunca colaborou com qualquer esquema de fraude, sempre primou pela ética e qualidade de ensino e confia na Justiça para elucidar e esclarecer as verdades dos fatos”.

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